{"id":1043,"date":"2023-09-05T13:57:06","date_gmt":"2023-09-05T13:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/?p=1043"},"modified":"2023-09-05T13:57:08","modified_gmt":"2023-09-05T13:57:08","slug":"gravacao-de-conversa-feita-por-motorista-de-caminhao-e-admitida-para-comprovar-pagamento-por-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/gravacao-de-conversa-feita-por-motorista-de-caminhao-e-admitida-para-comprovar-pagamento-por-fora\/","title":{"rendered":"Grava\u00e7\u00e3o de conversa feita por motorista de caminh\u00e3o \u00e9 admitida para comprovar pagamento por fora"},"content":{"rendered":"\n<p>Para a 3\u00aa Turma, a medida n\u00e3o afronta o devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho considerou l\u00edcita uma grava\u00e7\u00e3o clandestina apresentada por um motorista de caminh\u00e3o para demonstrar que recebia valores \u201cpor fora\u201d da Transmaion Transportes de Cargas Ltda., de Prat\u00e2nia (SP). Segundo o colegiado, a grava\u00e7\u00e3o feita por um dos interlocutores para comprovar um fato de seu interesse n\u00e3o afronta o devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00f5es \u201cpor fora\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, o motorista disse que recebia R$ 1.700 mensais em comiss\u00f5es, mas a empresa burlava a natureza salarial da parcela, lan\u00e7ando esses valores nos contracheques como pernoites ou alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grava\u00e7\u00e3o de conversa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para comprovar sua alega\u00e7\u00e3o e respaldar seu pedido de integra\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es ao sal\u00e1rio, ele apresentou, al\u00e9m de outras provas, um arquivo de \u00e1udio de uma conversa em que a analista de recursos humanos da empresa confirmava a pr\u00e1tica de \u201cdiluir\u201d os valores das comiss\u00f5es como se fossem outras parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Licitude da prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (SP) manteve a conclus\u00e3o da senten\u00e7a de que o \u00e1udio, gravado por um dos interlocutores da conversa, \u00e9 prova l\u00edcita. O TRT acrescentou que os demais elementos tamb\u00e9m confirmavam o pagamento de valores \u201cpor fora\u201d e, por isso, condenou a empresa a integrar os R$ 1.700 para fins de pagamento das diferen\u00e7as nas demais parcelas salariais, como 13\u00ba sal\u00e1rios, f\u00e9rias acrescidas de um ter\u00e7o e outras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jurisprud\u00eancia do TST<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alberto Bastos Balazeiro, relator do recurso interposto pela empresa, reafirmou a jurisprud\u00eancia firmada por diversas Turmas do TST de que a grava\u00e7\u00e3o realizada sem o consentimento da outra parte \u00e9 um meio l\u00edcito de prova quando se destina \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de fatos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00famula 126<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, al\u00e9m da grava\u00e7\u00e3o, a integra\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es foi amparada em outros elementos de prova que confirmaram a pr\u00e1tica de pagamentos \u201cpor fora\u201d. Portanto, s\u00f3 seria poss\u00edvel alterar essa conclus\u00e3o mediante o reexame de fatos e provas, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em recurso de natureza extraordin\u00e1ria destinado ao TST (S\u00famula 126).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: Ag-AIRR-10280-62.2020.5.15.0074<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: LEX Editora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 3\u00aa Turma, a medida n\u00e3o afronta o devido processo legal. 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