{"id":1069,"date":"2023-11-10T20:02:36","date_gmt":"2023-11-10T20:02:36","guid":{"rendered":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/?p=1069"},"modified":"2023-11-10T20:02:38","modified_gmt":"2023-11-10T20:02:38","slug":"siderurgica-e-condenada-por-nao-conceder-licenca-a-empregada-que-sofreu-aborto-espontaneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/siderurgica-e-condenada-por-nao-conceder-licenca-a-empregada-que-sofreu-aborto-espontaneo\/","title":{"rendered":"Sider\u00fargica \u00e9 condenada por n\u00e3o conceder licen\u00e7a a empregada que sofreu aborto espont\u00e2neo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Segundo a CLT, o aborto comprovado por atestado m\u00e9dico d\u00e1 direito a um repouso remunerado de duas semanas \u00e0 mulher<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condena\u00e7\u00e3o da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN) ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 5 mil a uma coordenadora de log\u00edstica que sofreu aborto espont\u00e2neo, mas n\u00e3o fruiu licen\u00e7a para repouso de duas semanas, conforme previsto da CLT. Para o colegiado, o abalo sofrido pela interrup\u00e7\u00e3o abrupta da gravidez \u00e9 presumido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aborto espont\u00e2neo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a empregada disse que trabalhou na unidade da CSN em Arauc\u00e1ria (PR) de 2009 a 2018. Em julho de 2017, sofreu o aborto espont\u00e2neo e, embora tivesse apresentado atestado m\u00e9dico confirmando o fato, n\u00e3o teve direito \u00e0s duas semanas de repouso previstas no artigo 395 da CLT. A falta do descanso, segundo ela, causou abalo emocional, da\u00ed o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR) confirmou a senten\u00e7a de que entendeu configurado o dano moral diante da n\u00e3o comprova\u00e7\u00e3o pela CSN da concess\u00e3o do repouso pela empregada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o TRT, a empresa recebeu o atestado m\u00e9dico, mas optou por n\u00e3o apresent\u00e1-lo no processo. Al\u00e9m disso, uma testemunha convidada pela empresa tamb\u00e9m confirmou que sabia que a coordenadora tinha sofrido um aborto espont\u00e2neo. Dessa maneira, caberia \u00e0 empresa provar a frui\u00e7\u00e3o do repouso, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do recurso de revista da CSN, ministra Dela\u00edde Miranda Arantes, ressaltou que \u00e9 da empresa o dever de documentar a rela\u00e7\u00e3o de trabalho e era seu \u00f4nus comprovar a concess\u00e3o da licen\u00e7a. Sem a comprova\u00e7\u00e3o, fica configurado o dano moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, \u00e9 perfeitamente presum\u00edvel o abalo sofrido pela mulher com a interrup\u00e7\u00e3o repentina da gesta\u00e7\u00e3o. Por isso, a n\u00e3o concess\u00e3o do per\u00edodo de repouso necess\u00e1rio para sua recomposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica torna correta a condena\u00e7\u00e3o por dano moral.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: Ag-AIRR-1000-41.2020.5.09.0654<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: LEX Editora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a CLT, o aborto comprovado por atestado m\u00e9dico d\u00e1 direito a um repouso remunerado de duas semanas \u00e0 mulher. 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