{"id":1093,"date":"2024-03-07T15:04:31","date_gmt":"2024-03-07T15:04:31","guid":{"rendered":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/?p=1093"},"modified":"2024-03-07T15:04:33","modified_gmt":"2024-03-07T15:04:33","slug":"empresa-e-condenada-por-descontar-o-nao-pagamento-de-clientes-em-salario-de-garcom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/empresa-e-condenada-por-descontar-o-nao-pagamento-de-clientes-em-salario-de-garcom\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 condenada por descontar o n\u00e3o pagamento de clientes em sal\u00e1rio de gar\u00e7om"},"content":{"rendered":"\n<p>A Segunda Turma do Tribunal Regional do do Trabalho da 21\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RN) condenou a JPF Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os Ltda. a restituir os R$ 100,00 descontados por m\u00eas do sal\u00e1rio de um gar\u00e7om, referentes aos valores n\u00e3o recebidos de clientes que saiam sem pagar a conta.<br>Em sua defesa, a empresa alegava que os descontos s\u00e3o legais pois s\u00e3o resultados \u201cdo descuido do autor (do processo) no cumprimento das suas obriga\u00e7\u00f5es, pois, se tivesse fiscalizado corretamente o atendimento ao cliente, n\u00e3o haveria hip\u00f3tese em que a r\u00e9 (empresa) suportaria um preju\u00edzo financeiro pela aus\u00eancia de pagamento\u201d.<br>A empresa cita, como amparo legal para os descontos, o contrato de trabalho do gar\u00e7om e o artigo 462 da CLT. O contrato autoriza a empresa a descontar do sal\u00e1rio \u201cdano causado pelo empregado\u201d.<br>J\u00e1 o artigo 462 disp\u00f5e que \u201cem caso de dano causado pelo empregado, o desconto ser\u00e1 l\u00edcito, desde de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorr\u00eancia de dolo do empregado\u201d<br>No entanto, de acordo com o desembargador Bento Herculano Duarte Neto, relator do processo no TRT-RN, \u201ca jurisprud\u00eancia dominante dos Tribunais, inclusive do Colendo Tribunal Superior do Trabalho (TST), entende que a previs\u00e3o contida no contrato de trabalho, relativa \u00e0 possibilidade de desconto em caso de dano causado pelo empregado \u00e0 empresa, n\u00e3o \u00e9 absoluta\u201d.<br>Para ele, n\u00e3o h\u00e1 provas de dolo causado pelo gar\u00e7om, isso porque os supostos preju\u00edzos n\u00e3o foram causados pelo trabalhador, mas por terceiros.<br>Ele destacou que a pr\u00f3pria empresa admite que os preju\u00edzos ocorriam nas circunst\u00e2ncias em que os clientes atendidos pelo gar\u00e7om ou que ele estava respons\u00e1vel \u201cse evadiram da r\u00e9 sem realizar o pagamento\u201d.<br>\u201cSitua\u00e7\u00e3o essa inerente ao risco da reclamada (empresa), n\u00e3o podendo o reclamante (trabalhador) ser responsabilizado\u201d, concluiu o desembargador.<br>A decis\u00e3o da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN) foi por unanimidade e manteve o julgamento inicial da 1\u00aa Vara do Trabalho de Natal\/RN.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Processo n\u00ba 0000414-82.2023.5.21.0001.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Lex Editora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Tribunal Regional do do Trabalho da 21\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RN) condenou a JPF Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os Ltda. a restituir os R$ 100,00 descontados por m\u00eas do sal\u00e1rio de um gar\u00e7om, referentes aos valores n\u00e3o recebidos de clientes que saiam sem pagar a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1094,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1093"}],"collection":[{"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1093"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1095,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1093\/revisions\/1095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}