{"id":1798,"date":"2026-05-22T15:36:00","date_gmt":"2026-05-22T18:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/?p=1798"},"modified":"2026-05-22T15:37:03","modified_gmt":"2026-05-22T18:37:03","slug":"mantida-condenacao-de-empresa-por-horas-extras-em-deslocamentos-apos-jornada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/mantida-condenacao-de-empresa-por-horas-extras-em-deslocamentos-apos-jornada\/","title":{"rendered":"Mantida condena\u00e7\u00e3o de empresa por horas extras em deslocamentos ap\u00f3s jornada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f543206e436c0ca9f0ce4040a7d0898e wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (TRT-10) manteve a condena\u00e7\u00e3o de uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es ao pagamento de horas extras a um empregado que continuava em deslocamento ap\u00f3s registrar o fim da jornada de trabalho. Na sess\u00e3o de julgamentos realizada no dia 13\/5, o colegiado considerou que o tempo gasto no retorno para casa, ap\u00f3s atendimentos em locais distantes, configurava per\u00edodo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0ed898a9653c489f62d16217fe27cef7 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Na a\u00e7\u00e3o, o trabalhador relatou que atuava como agente de solu\u00e7\u00f5es em telecomunica\u00e7\u00f5es e realizava viagens frequentes para cidades do interior. Segundo narrou no processo, embora encerrasse os servi\u00e7os \u00e0s 18h, ainda precisava percorrer longas dist\u00e2ncias at\u00e9 chegar em casa. O empregado alegou que esse per\u00edodo n\u00e3o era registrado nos controles de ponto e pediu o pagamento das horas extras correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-54ab76043ea18eaa0c999c9308300f4f wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, o pedido de reconhecimento do tempo de deslocamento no fim da jornada foi atendido, mas o pagamento de supostas horas extras referentes \u00e0 supress\u00e3o de intervalo intrajornada n\u00e3o foi acatado. Insatisfeitos, tanto o trabalhador quanto a empresa recorreram ao TRT-10. O empregado alegava que, devido \u00e0 alta demanda de atendimentos em v\u00e1rias cidades, conseguia usufruir apenas de 10 a 20 minutos de pausa para alimenta\u00e7\u00e3o em alguns dias da semana.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-72653a1bb62382631f4716ad5f634ed2 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">A empresa, por sua vez, sustentou que o intervalo era regularmente concedido e estava pr\u00e9-assinalado nos cart\u00f5es de ponto. Justificou que toda a jornada era registrada corretamente por meio de sistema eletr\u00f4nico e que eventuais horas extras j\u00e1 haviam sido pagas ou compensadas. No julgamento, o relator na Terceira Turma do Regional, desembargador Pedro Lu\u00eds Vicentin Foltran, destacou que a prova oral confirmou a pr\u00e1tica adotada pela empresa de orientar os empregados a registrarem o encerramento da jornada antes do retorno ap\u00f3s viagens a trabalho.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-92aaf6aefade85884008429f45c33321 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Segundo o voto do magistrado, testemunhas relataram que os trabalhadores chegavam a percorrer entre 150 e 200 quil\u00f4metros depois de bater o ponto, e que o pr\u00f3prio trabalhador disse que levava cerca de 1h30 no deslocamento de volta para casa. O relator tamb\u00e9m considerou que a empresa n\u00e3o apresentou controles de frequ\u00eancia registro de fim de jornada em hor\u00e1rio compat\u00edvel com o deslocamento ap\u00f3s encerramento do trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-392564cc581384a0b555d21275cf90f7 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">&#8216;V\u00ea-se, portanto, que a prova oral \u00e9 contundente quanto \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o da empresa reclamada de encerrar a jornada de trabalho mesmo estando o empregado distante mais de 100 km de sua resid\u00eancia. Desse modo, tendo em vista que o trajeto de retorno configura tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, concluo como o juiz sentenciante que a pr\u00e1tica adotada pela demandada \u00e9 fraudulenta e implica dever de pagar pelas horas extras realizadas.&#8217; Com isso, a Turma manteve a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de 1h30 extra por dia, em tr\u00eas dias da semana, durante o per\u00edodo reconhecido pela senten\u00e7a, com adicional de 50% e reflexos nas demais verbas trabalhistas.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0511a4ce76343d327fccffc1de2e434b wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Em rela\u00e7\u00e3o ao recurso apresentado pelo trabalhador sobre o intervalo intrajornada, o desembargador Pedro Lu\u00eds Vicentin Foltran levou em considera\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio empregado admitiu em depoimento que a empresa n\u00e3o fiscalizava diretamente seu hor\u00e1rio de almo\u00e7o. Para o magistrado, isso demonstrava autonomia para administrar a pausa durante o trabalho externo. Assim, o colegiado concluiu que n\u00e3o houve prova suficiente de que a empresa impedisse o descanso regular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-156140a4ac27e21e164fde97bacdbdb4 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7af130a2929c5e08683b83dae9eea66e wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\"><br>Processo n\u00ba 0000695-46.2025.5.10.0010<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-697aed907d499747699ceba3da46eae5 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-0ca5718b1950dbdd0c4da4dbe683db36 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.trt10.jus.br\/ascom\/?pagina=showNoticia.php&amp;ponteiro=terceira-turma-mantem-condenacao-de-empresa-por-horas-extras-em-deslocamentos-apos-jornada\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.trt10.jus.br\/ascom\/?pagina=showNoticia.php&amp;ponteiro=terceira-turma-mantem-condenacao-de-empresa-por-horas-extras-em-deslocamentos-apos-jornada\">TRT10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-2a1bf48c5eca1a3a65b58a5fd88b8181 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\">Imagem: <a href=\"https:\/\/www.magnific.com\/br\/fotos-gratis\/vida-morta-com-a-balanca-da-justica_33123981.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=11&amp;uuid=75b77a8a-22ea-425b-a1a1-c4219102b6bb&amp;query=deusa+da+justi%C3%A7a\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.magnific.com\/br\/fotos-gratis\/vida-morta-com-a-balanca-da-justica_33123981.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=11&amp;uuid=75b77a8a-22ea-425b-a1a1-c4219102b6bb&amp;query=deusa+da+justi%C3%A7a\">Magnific<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (TRT-10) manteve a condena\u00e7\u00e3o de uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es ao pagamento de horas extras a um empregado que continuava em deslocamento ap\u00f3s registrar o fim da jornada de trabalho. 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