{"id":984,"date":"2023-07-05T17:56:00","date_gmt":"2023-07-05T17:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/?p=984"},"modified":"2023-07-05T17:56:02","modified_gmt":"2023-07-05T17:56:02","slug":"stf-derruba-dispositivos-relativos-a-jornada-e-descanso-de-caminhoneiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manenti.adv.br\/site\/stf-derruba-dispositivos-relativos-a-jornada-e-descanso-de-caminhoneiros\/","title":{"rendered":"STF derruba dispositivos relativos a jornada e descanso de caminhoneiros"},"content":{"rendered":"\n<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) decidiram, por 8 votos a 3, derrubar dispositivos da Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103\/2015) que tratam de jornada de trabalho, descanso e fracionamento de intervalo dos motoristas. Prevaleceu o voto do relator, ministro\u00a0Alexandre de Moraes. Para ele, todo o per\u00edodo a disposi\u00e7\u00e3o passa a ser considerado jornada de trabalho do motorista, como, por exemplo, o tempo de espera para o caminh\u00e3o ser carregado e descarregado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficam exclu\u00eddos da jornada os intervalos para refei\u00e7\u00e3o, repouso e descanso. Tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel o repouso dos motoristas com o ve\u00edculo em movimento, mesmo que dois motoristas revezem a viagem, sendo necess\u00e1rio que o descanso seja com o ve\u00edculo estacionado. O intervalo dever\u00e1 ser de 11 horas ininterruptas dentro de 24 horas de trabalho, ficando proibido o fracionamento e a coincid\u00eancia do descanso com a parada obrigat\u00f3ria na condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista dever\u00e1 usufruir do descanso semanal (35 horas) a cada 6 dias e n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel acumular descansos no retorno \u00e0 resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA finalidade do descanso di\u00e1rio entre as jornadas de trabalho \u00e9 justamente permitir um repouso reparador, tanto f\u00edsico quanto mental, devendo ser usufru\u00eddo em condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para tanto. A possibilidade do devido repouso fica ainda mais comprometida se se levar em considera\u00e7\u00e3o que 59% das estradas brasileiras s\u00e3o classificadas como regulares, ruins ou p\u00e9ssimas\u201d, escreveu Moraes em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cProblemas de trepida\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo em movimento, buracos nas estradas, aus\u00eancia de pavimenta\u00e7\u00e3o nas rodovias, barulho do motor, etc., s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es que agravariam a tranquilidade que o trabalhador necessitaria para um repouso completo, prejudicando a recupera\u00e7\u00e3o do corpo para encarar a pr\u00f3xima jornada laboral\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento, conclu\u00eddo em plen\u00e1rio virtual no \u00faltimo dia 30 de junho, tem grande interesse do setor produtivo brasileiro, que calcula um impacto bilion\u00e1rio para as \u00e1reas do transporte, agropecu\u00e1ria e de bens de consumo, pois acreditam que a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei dos Caminhoneiros vai subir o pre\u00e7o do transporte no pa\u00eds. Esses setores tamb\u00e9m alegam que o Brasil n\u00e3o tem infraestrutura para cumprir com as exig\u00eancias de descanso trazidos pelo relator,.<\/p>\n\n\n\n<p>Em memoriais anexados ao processo, o setor produtivo informa que as mudan\u00e7as podem trazer aumento de, no m\u00ednimo, 15% do custo operacional da log\u00edstica no Brasil. O impacto ser\u00e1 maior em viagens a longa dist\u00e2ncia em que os custos podem aumentar em 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa privada afirma que os custos ir\u00e3o subir porque mais motoristas ter\u00e3o que ser contratados, al\u00e9m disso, o tempo de dire\u00e7\u00e3o di\u00e1ria ser\u00e1 reduzido impactando na produtividade e quilometragem percorrida por dia, al\u00e9m disso, ser\u00e1 necess\u00e1rio disponibilizar estrutura para descanso semanal fora da base da empresa em raz\u00e3o do baixo n\u00famero de pontos de descanso nas rodovias<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cnttt\">CNTT<\/a>), autora da a\u00e7\u00e3o, defende que a nova lei retirou importantes direitos trabalhistas dos motoristas de carga do pa\u00eds, e, com isso, viola direitos constitucionais como a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, a irredutibilidade salarial, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, os ministros: Marco Aur\u00e9lio, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, C\u00e1rmen L\u00facia. O ministro Dias Toffoli acompanhou o relator, com ressalvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Divergiram os ministro Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Rosa Weber, isso porque&nbsp;al\u00e9m dos&nbsp; 11 itens considerados inconstitucionais por Moraes, eles apontas outros. Lewandowski, por exemplo, entendeu que s\u00e3o inconstitucionais os itens que tratam do v\u00ednculo trabalhista do Transportador Aut\u00f4nomo de Carga (TAC). O ministro, que est\u00e1 aposentado, havia votado antes de deixar o tribunal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADI\u00a05322<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Jota Info<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por 8 votos a 3, derrubar dispositivos da Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103\/2015) que tratam de jornada de trabalho, descanso e fracionamento de intervalo dos motoristas. Prevaleceu o voto do relator, ministro\u00a0Alexandre de Moraes. 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